quinta-feira, 2 de julho de 2009

"Sopa de Letrinhas"no CEB

A Sopa de Letrinhas já é um sucesso. 

Cerca de 70 crianças participaram do evento inaugural.

Foram histórias contadas, faladas, declamadas e até teatrinho educativo dos alunos de teatro do CEB.  

A participação  e o interesse das crianças era evidente.

Se é verdade que de pequeno é que se "torce o pepino" ...essas crianças serão os leitores de amanhã. Sem dúvida.

Parabéns a Tessa, nova diretora do CEB que nos promete muito mais.

Toda quarta feira, pelas 15.30h, tem mais Sopa de Letrinha.

 







segunda-feira, 29 de junho de 2009

Centro de Nutrição Irmã Antonia

 

Centro de Nutrição da Irmã Antonia

 

Uma lição de vida! Irmã Antonia é uma italiana que transborda energia, doçura e muito amor. 

Em Angola desde os anos 70 entre idas e vindas. 

Começou seu trabalho numa casa na Ilha de Luanda e há cerca de 8 anos tem esse Centro de Nutrição. 

A organização e limpeza é algo que salta aos olhos.

A casa fica atras da estação ferroviária. 

Irmã Antonia com seu olhar de mel, dirige os trabalhos com mão de ferro e emociana ver o resultado. Angola esta de parabéns: irmã Antonia se destaca pela eficiência do trabalho que realiza . 

Gostaria que todos soubessem que nossas doações serão sempre muito bem usadas nesse Centro, é um trabalho maravilhoso e merece todo o apoio que possa ser dado.

 

Foram muitas as doações. No futuro faremos a campanha do leite que é o mais necessário para êles. Mas as mães também comem e portanto tudo é bem vindo. Além dos alimentos , levamos U$3250.00 resultado da venda das gostosas comidinhas.

 A alegria da irmã Antonia é contagiante.



Essa são as crianças da Irmã Antonia...
Nos quartos, as mães participam do atendimento as crianças

A cozinha da casa

O pátio de espera para atendimento
o ervário onde são feitos remédios naturais
Os vidrinhos já preparados e arrumados
a equipe que trabalha as ervas.
vacinação a todas as crianças
um bebê de 1 dia que foi receber a vacina
a longa fila para o atendimento
laboratório super organizado
a casa das freiras ao lado do centro de atendimento.

Arraiá da Embaixada no Chá de Caxinde

São João, Santo Antonio, São Pedro ou todos os Santos, as festas Juninas realizadas no mês de junho no Brasil são uma tradição de norte ao sul do país.

Os fogos de artifício, fogueiras, brincadeiras envolvidas em bandeirinhas que dão um toque de alegria e um colorido especial às noites, resgatando antigas tradições populares. É a época das pamonhas, canjica, pé de moleque e um cem número de comidas típicas regadas a quentão e muita caipirinha.

Por toda parte, só se ouvem os sons da sanfona, da zabumba e do triângulo.

No Brasil essas festas ,trazidas pelos portugueses ,começaram tradicionalmente nas igrejas, mas hoje tomaram conta  das ruas. Na Paraíba já é uma atração turística tão grande quanto o carnaval.

Forró é um gênero musical que engloba vários ritmos como o baião, o xote, o xaxado. Nosso maior expoente do gênero é o grande Gonzagão, como era chamado o Luiz Gonzaga (pai):

 

“Eu vou mostrar pra vocês

Como se dança o baião

E quem quiser aprender

É favor prestar atenção

 

Morena chegue prá cá

Bem junto ao meu coração

Agora é só me seguir

Pois eu vou dançar o baião....”

 

(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)

 

Como disseram os angolanos,

“os bons ventos do Nordeste invadiram o Chá de Caxinde”, conhecido Centro Cultural da intelectualidade angolana.

A Embaixada do Brasil promoveu no Chá de Caxinde uma festa Junina para mostrar uma tradição brasileira que, como quase tudo que é nosso , tem a ver com Portugal mas também com Angola, cada um guardando suas características.

 A festa foi um sucesso. A participação da comunidade brasileira foi uma beleza, desde a ajuda na organização, decoração e comidas maravilhosas, como no público que compareceu a caráter  dando um colorido especial a festa.

A quadrilha, muito bem encenada pelos alunos do CEB, Centro de Estudos Brasileiros, estava uma graça e puxou todos os convidados para o centro do salão.

Um público  composto não só de brasileiros, mas também por muitos angolanos e estrangeiros de outras nacionalidades, participou e vibrou com a festa.

 Surpreendente foram os ingressos: 1 kg de alimento não perecível para ser doado. Muito comum no Brasil, nada usual por aqui . Mas foram tantos os alimentos que resolvemos dividir para 2 instituições.

Os beneficiados foram o Centro de Nutrição Irmã Antonia e os Salesianos que atendem inúmeros projetos igualmente bem organizados.

 Só tenho palavras de agradecimento à comunidade brasileira que respondeu com entusiasmo a mais uma iniciativa cultural do Embaixada do Brasil.

E a festa agradou tanto aos angolanos e demais comunidades que, arrisco dizer, é uma tradição que veio para ficar.

O Chá de Caxinde  pronto prô Arraiá
abertura com o Embaixador
a noiva grávida e 
o noivo fujão
a quadrilha com os convidados
e entramos na quadrilha
todos com muita alegria
Tessa e Rodrigo, diretora do CEB
Jaques e Paula, diretor do Chá de Caxinde

as fotos são do Carlos
participação internacional
a dona da fazenda em festa
muitos amigos
fazendo o caixa $$$$$$
as barracas cheias de comidas
ajuda da turma da Embaixada
a turma da pesada
os amigos voluntários e muitas guloseimas
representantes dos colaboradores


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Martinho da Vila e Angola

 

Pouca gente sabe da importância de Martinho da Vila em Angola.

Há muitos anos ele vem divulgando a cultura e os rítmos de Angola e se tornou um estudioso no assunto.Desenvolveu vários projetos para aproximar os dois países, entre ele o “Canto livre de Angola”.

Sua música “Morena de Angola” ficou imortalizada na voz de Clara Nunes. Vejam o tempo...

Este ano Angola cai no samba, no enredo da escola “Tom Maior” de S.Paulo. Curiosamente o nome da Escola é também o nome de uma canção de Martinho. Duplamente homenageado, Martinho vai encerrar o desfile que trata da reconstrução do país depois de 40 anos de guerra. São menos de 7 anos de paz em que o pais vem sofrendo transformações galopantes.

A cultura brasileira  muito deve às grandes contribuições angolanas. Afinal são mais de 500 anos de convivência e são inúmeras as palavras e costumes que fazem parte do nosso cotidiano sem que saibamos.

A palavra samba, por exemplo, vem de “semba” (umbigada), em Angola.

Martinho se apresenta seguidamente em Angola. Em novembro tivemos o prazer de ver um show lindo oferecido pela Andrade Guttierez em Luanda.





terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Correspondência aberta



Prezado meu marido e Ondjaki


Sempre achei que arte é um exercício do nosso olhar. 

O mesmo objeto visto por diferentes pessoas, certamente terá abordagens diversas, interpretações diferentes, assim como o olho do fotógrafo sempre vai focar um ponto que não será o mesmo do seu vizinho ao lado.

Por isso achei lindo e perfeito exemplo, o trecho de um comentário escrito  pelo meu Afonso e relido pelo olhar do poeta Ondjaki.


Peço autorização aos dois para publicar no meu blog. Para Ondjaki peço também autorização para divulgar o poema encantado. Adorei!

Um abraço da Solange

    

Caro amigo,


Foi com alegria que encontrei aqui o seu email hoje pela manhã.

E porque, como dizia um amigo meu, em vez “o abismo atrai o abismo” (frase que aprendi, obviamente, lendo os livros de asterix)..., a poesia tb atrai a poesia.....


Então gostei muito de ler o seu poema hoje de manhã... Ele era assim:


incorporei o espanador de tristezas

a meu

cinto de utilidades

junto com o canivetinho suíço

para descascar laranja

e a caneta

para desenhar palavras

e amuletar a falta de memória


(poema seu...)


Gostei!

Quando puder se quiser envie mais.....


...



Ondjaki,

Pela amostra, já incorporei o espanador de tristezas a meu cinto de utilidades, junto com o canivetinho suíço para descascar laranja e a caneta para desenhar palavras e amuletar a falta de memória...

Abraço forte do Afonso




Editorial NZILA - Angola
Editorial Caminho - Portugal
& Ondjaki


apresentam o novo livro de poesia:

"materiais para confecção de um espanador de tristezas"

[muito brevemente numa estante perto de si – nem que seja virtual...]

 


“tinha aprendido que era muito importante criar desobjectos.
certa tarde, envolto em tristezas, quis recusar o cinzento.
não munido de nenhum artefacto alegre, inventei um espanador de tristezas.
era de difícil manejo – mas funcionava.”

ondjaki


"De minha parte, está autorizada, claro.
Se quiser juntar uma notinha da minha página, é www.kazukuta.com/ondjaki
Lá disponibilizo trechos desse e de outros livros."


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Presente de Natal

 

                           Um Conto Natalino

 Rogério Andrade Barbosa

( dezembro, 2008)

        Os dois meninos, separados pelo imenso mar, conheceram-se através de um projeto de correspondência entre alunos de escolas brasileiras e angolanas.

Cartas pra lá, cartas pra cá, acabaram descobrindo que eram apaixonados por futebol. E, com a proximidade do Natal, expressaram a vontade de trocar, como presentes, camisas das seleções nacionais de futebol de seus países.

O menino brasileiro, a princípio, estranhou a proposta do menino angolano.

- Oh meu pai, o menino angolano pediu uma camisola da seleção brasileira de presente. E, em troca, vai me dar uma camisola da seleção dos Palancas Negras. O que ele quis dizer com isso?

O pai riu, antes de explicar:

- Lá em Angola, camisola é a mesma coisa de camiseta, entendeu? E Palanca, é um animal de cor negra, de chifres longos, grande e forte, símbolo da seleção nacional angolana.  

O menino, então, tratou de comprar e embrulhar, com todo carinho, uma camiseta da seleção Canarinho. E ainda colocou um bilhete explicando que canário era um pássaro pequenino, de canto bonito e de cor amarela.

Em Angola, o miúdo fez a mesma coisa, escolhendo a camisola mais bonita dos Palancas Negras.

Na noite de Natal, os pacotes que, em cada casa, despertavam a atenção maior das ansiosas crianças eram os que traziam estampados os selos do Brasil e de Angola.

No outro dia, todo contente, o menino brasileiro desfilou pela orla de Salvador com uma linda camiseta vermelha e negra. Por sua vez, do outro lado do mar, que agora os aproximava, o menino angolano, todo sorrisos, exibiu sua camisola amarela pela avenida Beira-Mar de Luanda.

Foi, com certeza, um Natal inesquecível em suas vidas.




 Ganhei de presente de natal um conto do Rogério Barbosa e a ilustração do Jô Oliveira. Os dois estiveram em Luanda participando da Feira do Livro Infantil e fizeram vários workshops e  palestras com as crianças inclusive do Roque Santeiro. O trabalho dos dois foi um sucesso, diria que atingiram todos os objetivos.

E aí, como num passé de mágica, o conto beijou a realidade...os meninos se encontraram e jogaram  BOLA juntos

Na inauguração da escola dos Salesianos, KIDIMACAJI, o encontro aconteceu.

A escola, inteiramente refeita , foi um  presente de Natal da CAMARGO CORRÊA, empresa brasileira, fazendo a sua parte na dificil tarefa em favor da  reintegração social e união dos povos..

JÔ E ROGERIO sonharam com a  realidade e a Camargo Corrêa , pelas mãos da Rosane fez acontecer.

 E , Euzinha, feliz, vi tudo da minha janela...Muito legal!


 

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Caboledo

Essa é a pousada de Caboledo. Tem algumas cabanas simples para passar a noite para quem não quiser enfrentar mais 3 horas de retôrno.













Restaurante simpático onde se come lagostas fresquinhas.





Também se compra a lagosta mantida em cativeiro no mar.
Preço...,longa negociação com os pescadores da Vila.